
Escrito por Lori da Cor | Especialista em Desenvolvimento Humano, palestrante e escritora
Pode-se dizer que saúde mental e motivação são dois aspectos do bem-estar que se influenciam mutuamente. Quando a saúde mental está em ordem, ou seja, em equilíbrio, a motivação flui e funciona como uma proteção emocional. Mas se não há energia ou motivação, a saúde mental tende a ficar debilitada.
Se esta dupla está fortalecida, capacidades como autoconfiança, foco, satisfação, dinamismo, entre várias outras relacionadas ao desempenho pessoal são impulsionadas. Existe base neurocientífica para explicar esta relação direta. O que ocorre é que a motivação está ligada à liberação de dopamina, o neurotransmissor que atua no Sistema de Recompensas do cérebro, aquele que reconhece prazer, interesse, humor, movimento, propósito. Quando há algum transtorno de saúde mental, como excesso de estresse, depressão, esgotamento, os níveis de dopamina são reduzidos quimicamente e alteram as chances de a motivação ser sentida.
Isto já é suficiente para entender que, além de uma decisão racional, há componentes neurobiológicos. Mas até onde vai a responsabilidade de cada um na busca por ativar o estado humano intrínseco de motivação e, consequentemente, de saúde mental? Sim, porque também tem a parte do próprio indivíduo em buscar estratégias para acessar tal estado, inclusive no meio profissional.
Muitos ainda terceirizam totalmente esta responsabilidade, acreditam que é o ambiente, a família, o emprego, o chefe que devem garantir os fatores motivadores. Buscam reconhecimento, premiações, bônus, elogios, facilidades, dinheiro. Mas este é apenas um tipo de motivação extrínseco, necessário para servir como estímulo, mas não é o que realmente vai gerar engajamento e realização.
Trata-se, na verdade, de uma responsabilidade compartilhada. Não dá para o colaborador abandonar o seu protagonismo e adotar uma postura de espera, por exemplo. Assim como não dá para a empresa se eximir do seu papel e ainda cobrar motivação da equipe. Somente se houver uma parceria de ambos, um maior sucesso poderá ser atingido.
Com atitudes simples como buscar o autoconhecimento, adotar hábitos saudáveis, perceber os seus próprios limites e buscar ajuda quando necessário, qualquer um pode se manter em tranquilidade emocional. Às empresas, além de metas realistas, comunicação clara, jornadas e salários compatíveis, cabe promover um ambiente de trabalho seguro e respeitoso, até porque um ambiente tóxico coloca o cérebro no modo alerta de ameaça, o que reduz motivação e performance. Esta é a mentalidade da corresponsabilidade.
Perguntas e respostas estratégicas
1. Como saúde mental e motivação se influenciam?
A saúde mental equilibrada fortalece a motivação, enquanto a falta de energia ou motivação tende a afetar negativamente a saúde mental.
2. A motivação depende apenas de fatores externos?
Não. A motivação extrínseca é necessária, mas não é suficiente para engajamento e realização; o indivíduo precisa ativar a motivação internamente.
3. Qual é o papel do colaborador na corresponsabilidade?
Buscar autoconhecimento, adotar hábitos saudáveis, perceber limites e buscar ajuda quando necessário.
4. Qual é o papel da empresa na corresponsabilidade?
Promover metas realistas, comunicação clara, jornadas compatíveis, salários justos e um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.
5. Qual o benefício da corresponsabilidade para equipes e empresas?
Quando colaborador e empresa compartilham a responsabilidade, há maior sucesso, engajamento, tranquilidade emocional e performance elevada.
Escrito por Lori da Cor | Perfil Lori da Cor
Sobre Lori da Cor:
Especialista em desenvolvimento humano, palestrante e escritora, Lori inspira pessoas e equipes com sua trajetória de superação do câncer, mostrando como transformar desafios em protagonismo. Seu trabalho promove autoconhecimento, motivação intrínseca e bem-estar, gerando impacto positivo na vida pessoal e profissional de indivíduos e organizações.