
Escrito por Lori da Cor | Especialista em Desenvolvimento Humano, palestrante e escritora
O início do ano é o momento em que todos os caminhos nos levam a querer projetar a construção de novas histórias, experiências e escolhas. O período das férias traz respiro, reflexão interior, autoavaliação e uma vontade grande por mudanças. Queremos instalar melhores hábitos, agir diferente para, assim, sentirmos que evoluímos.
Janeiro como símbolo de recomeço
Por isso mesmo, janeiro simboliza recomeço. É como se tivéssemos dado um reset na vida, virado uma página e recebido uma folha em branco para, então, aproveitar muitas novas possibilidades. Considerando este cenário propício a pensar no emocional, foi criada a Campanha do Janeiro Branco, com o objetivo de colocar a preocupação com a manutenção da saúde mental como prioridade desde cedo.
A evolução do olhar sobre saúde mental
Por muito tempo, a maioria de nós definiu saúde unicamente como a ausência de doenças ou problemas físicos. Dificilmente o assunto saúde mental era comentado, nem eram sempre percebidos os seus impactos na própria saúde física, a não ser que houvesse uma crise grave. O estigma em torno dos desequilíbrios mentais perpetuou um sofrimento emocional silencioso.
Em contrapartida, hoje, prestar atenção nas emoções e cuidar delas já não é mais sinal de fraqueza. Mas, foram necessários números crescentes em casos de ansiedade e depressão com todas as suas consequências, inclusive no mundo do trabalho, para provocar a transformação deste panorama.
Impactos da saúde mental no trabalho e nas organizações
Saúde mental prejudicada influencia na performance e engajamento, pois equipes enfraquecidas emocionalmente não geram ou sustentam resultados. Faltas, afastamentos e rotatividade geram custos altos para as corporações, as quais já estão cada vez mais cientes que gastos com iniciativas de prevenção são bem menores.
Logo, Janeiro Branco vem ganhando espaço e expressão maiores. É um movimento educativo de conscientização, não de cunho terapêutico, baseada em tantas outras que se destacam no decorrer do ano. Vale ainda lembrar que o olhar para a saúde mental não deve acontecer somente em janeiro, pois não se trata de um evento pontual. Com a verdadeira crise mental que nossa sociedade vive atualmente, a necessidade é levar a discussão adiante.
Novos desafios e uma nova cultura organizacional
O excesso de tecnologia e estímulos causadores de estresse, exigências e pressões, além do esgotamento profissional são desafiadores. Estimativas revelam que grande parte daqueles que ainda não sofrem de alguma desordem de saúde mental têm grandes chances de os apresentarem e este dado corrobora a relevância desta campanha.
A saúde mental parece ser o tema central em todas as esferas neste 2026, tornando-se estratégica para o bom funcionamento das organizações. As alterações ocorridas na própria NR1 provam a necessidade da aceitação de uma nova realidade, em que o pilar da saúde mental torna-se base das relações. Questões como clima emocional vêm ganhando outra importância, dando a entender que já não é mais suficiente desenvolver ações e treinamentos focados exclusivamente nas demandas operacionais ou estipular metas restritas à produtividade. São novos tempos que passam a exigir uma nova cultura.
Perguntas e respostas estratégicas
1. Por que janeiro é associado à saúde mental?
Porque simboliza recomeço, reflexão, autoavaliação e a possibilidade de construir novas histórias, favorecendo o cuidado emocional.
2. O que é a Campanha do Janeiro Branco?
Um movimento educativo de conscientização que busca colocar a saúde mental como prioridade desde o início do ano.
3. Por que a saúde mental foi negligenciada por tanto tempo?
Porque durante anos saúde foi associada apenas à ausência de doenças físicas, e o estigma silenciou o sofrimento emocional.
4. Como a saúde mental impacta as empresas?
Ela influencia diretamente performance, engajamento, absenteísmo, rotatividade e custos corporativos.
5. Por que o cuidado com a saúde mental não deve se limitar a janeiro?
Porque não se trata de um evento pontual, mas de uma necessidade contínua diante da crise mental vivida pela sociedade.
Escrito por Lori da Cor | https://gestaodepalestrantes.com.br/perfil/lori-da-cor/
Sobre a palestrante:
Lori da Cor é especialista em desenvolvimento humano, palestrante e escritora. Inspira pessoas e equipes com sua trajetória de superação do câncer, mostrando como transformar desafios em protagonismo pessoal e profissional, com foco em saúde mental, consciência emocional e cultura organizacional.